Wednesday, August 16, 2006

"Rasgou-me em sons estridentes
os surdos lapsos de memória
de desejos caminhantes de estrada,
Corri com os pés descalços nos
cacos de vidro feito diamantes
quando vi, no papel alvo do futuro
o sangue colorido do viver.
Morri a cor preta e fechei o verde nos olhos
sucumbi uma veste perdida e
ergui ¿me por meio as ruínas
Do que importa o passado já passado
se no passo seguinte o pe já calejado
não sente a surpresa do ataque
apenas o dolorido descolorido da ilusão
Acostumei deixar palavras no meu sangue
letrando os passos já idos
e puxando mesmo sem notar
a bobina que busca lacunas futuras
para escrever de novo, um rumo novo
Rumo de tantas direções e eu sigo
de olhos fechados, apenas sentindo
A vida e as cores que
desenho através das sensações..."

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